Os 3 pilares fundamentais da poupança!

Os 3 pilares fundamentais da poupança!

5 Março, 2020 0 Por O Tostão

Existem variadíssimas formas de poupar o nosso dinheiro, e basta uma pequena pesquisa para encontrarmos muitas dicas concretas de poupança. Este artigo não é sobre técnicas de poupança, mas sim sobre o que para mim são os 3 pilares fundamentais da poupança. Ao interiorizar este conceito facilmente conseguimos perceber o que devemos ter em conta para alcançar uma boa “saúde financeira”.

1 – Analise as suas despesas

Só analisando com rigor as nossas despesas é que é possivel perceber onde existem gastos desnecessários, onde é impossível minimizar custos ou onde existe margem de poupança. Para que esta análise seja feita com rigor é fundamental que tenhamos registo de todas essas despesas, sendo esse um hábito que todos aqueles que ambicionam o equilíbrio financeiro tem obrigatoriamente de adotar.

Ao analisarmos cuidadosamente o registo das despesas mensais devemos categorizar cada uma delas em “Despesa Fixa”, “Despesa Variável” e “Extra”.

As despesas fixas são despesas que assumimos com uma regularidade programada e cujo o valor é sempre igual, não dependendo por exemplo do consumo. Por exemplo, a renda da casa ou o empréstimo da crédito à habitação é algo que temos de pagar mensalmente e que sabemos de antemão o valor que iremos desembolsar. O seguro do carro, ou até mesmo o IUC são outros exemplos de despesas fixas, ainda que normalmente com uma periodicidade diferente.

Por sua vez, as despesas variáveis são despesas que são indispensáveis e cujo o seu valor varia, não sendo totalmente previsível o seu montante. Este tipo de despesas está habitualmente relacionado com quantidades de consumo, como por exemplo a fatura da água ou da eletricidade.

Como despesas extras devemos categorizar todas despesas cujo as quais teríamos muito bem ter passado sem que tivessem acontecido. Exemplos claros deste tipo de despesas são um jantar fora ou uma ida ao cinema, uma vez que muito provavelmente podíamos ter eliminado essa despesa.

Após este exercício de análise às nossas despesas iremos ter logo à partida uma visão global de para onde está a ir o nosso dinheiro, e até onde possivelmente estamos a ter gastos desnecessários.

2 – Reduza os Gastos Variáveis

Esta variável da equação é uma das mais importantes e a que deverá ser mais trabalhada no nosso dia a dia. Tal como disse anteriormente os gastos variáveis dependem essencialmente de quantidades de consumo e da forma mais ou menos racional de como os realizamos.

Se conduzirmos menos o nosso carro conseguimos diminuir os gastos em combustível uma vez que reduzimos a quantidade de combustível consumido. Por sua vez, se mantivermos o consumo de litros de combustível mas conseguirmos abastecer a um preço mais baixo por via de descontos, por exemplo, também estamos a reduzir o nosso gasto.

reduzir gastos

Existem variadíssimas formas de poupança e de conseguir reduzir este tipo de gastos, mas a chave do sucesso está na forma racional de como o fazemos. Não podemos evitar a fatura da eletricidade, no entanto podemos comprar lâmpadas LED e ter uma maior eficiência na iluminação lá de casa. Podemos também poupar na fatura da água com este pequeno truque.

De qualquer das formas, o importante a reter é a importância da redução dos gastos variáveis na “fórmula geral da poupança”!

3 – “Reajuste” os Gastos Extras

Tal como vimos anteriormente o tipo de despesas que categorizamos como gastos extra dizem respeito a despesas que poderíamos de alguma forma ter evitado, quer isto dizer que é nesta parcela da nossa equação onde conseguimos ter mais controlo na despesa e maior manobra para pouparmos.

Trata-se de um reajuste uma vez que é necessário reajustar este tipo de gastos consoante a nossa disponibilidade financeira no momento. De uma forma simplista basta eliminar aquele concerto no domingo que tanto queríamos, ou aquela ida à “pizza de quarta-feira” para que já consigamos poupar essa quantia. Mas isso é a visão redutora da “coisa”, simplista como disse.

Não se trata de eliminar apenas todas essas despesas, a menos que essa seja a necessidade perante a disponibilidade financeira no momento. Esse jantar fora na pizzaria ou a ida ao cinema também deve acontecer, e é indiscutível que o lazer é uma componente que faz muita falta no nosso quotidiano. Aqui o reajuste que defendo é o exercício de ajustar a frequência e o montante dessas despesas ao momento financeiro que estamos a ultrapassar. Se tivemos uma despesa de oficina de última hora e a mesma não estava prevista no orçamento familiar, talvez seja necessário ir jantar menos uma vez fora este mês. Ou talvez não. Tudo depende.

Na minha opinião este reajuste deve ser feito tendo em conta o que definimos como sendo a nossa taxa de poupança, a percentagem do nosso ordenado que queremos poupar. Infelizmente muitas vezes o vencimento familiar é curto e apenas é possivel constituir poupança no valor previamente definido cortando um pouco neste tipo de gastos.

Ainda que sejam muito importantes alguns desses gastos, pois a vida é muito mais do que trabalhar para pagar as contas, a solução por vezes passa pela troca por “planos” gratuitos. Um passeio em família pela praia ou pelo meio da natureza tem um custo muito reduzido mas um benefício enorme! E trocar o almoço fora de domingo por um piquenique no campo? Uiiiiii!

A Grande Fórmula da Poupança:

É realmente necessário que todos nós tenhamos presente a importância destes 3 pilares fundamentais da poupança no nosso dia a dia. Compreendendo o papel destas três variáveis de consumo no nosso orçamento podemos conseguir uma alteração bastante significativa nos montantes por nós poupados ao longo do ano. É no lado da despesa que temos as variáveis de mais fácil ajuste na “fórmula” do equilíbrio financeiro, sendo estas as que mais facilmente conseguimos modificar.